O inquérito alimentar Norkost 4, realizado na Noruega, apresenta uma avaliação globalmente positiva da alimentação no país. Ainda assim, tanto homens como mulheres ficam significativamente aquém da ingestão recomendada de selénio, um oligoelemento que contribui para o sistema imunitário e para a fertilidade.
Um grande estudo sobre a alimentação, levado a cabo pela Universidade de Oslo e pelo Instituto de Saúde Pública da Noruega (FHI), considera que a dieta dos noruegueses é, em geral, adequada. O relatório conclui que homens e mulheres entre os 18 e os 80 anos obtêm, de forma geral, as vitaminas e minerais necessários — desde que incluam suplementos alimentares na sua rotina. No entanto, no caso de alguns nutrientes, os resultados são menos favoráveis. Um deles é o selénio.
Cerca de 30% abaixo do recomendado
De acordo com o relatório, tanto homens como mulheres atingem apenas pouco mais de 70% da ingestão diária recomendada de selénio, segundo as novas recomendações nutricionais nórdicas. Em média, os homens consomem 65 microgramas por dia, quando deveriam ingerir 90 microgramas, enquanto que as mulheres consomem cerca de 54 microgramas, abaixo dos 75 microgramas recomendados.
Apoia funções essenciais do organismo
Em junho de 2023, a ingestão recomendada de selénio foi aumentada nos países nórdicos, depois de especialistas concluírem que a população escandinava não consome quantidades suficientes deste mineral essencial. Esta carência é preocupante, uma vez que ambos os sexos não atingem os novos valores de referência.
O selénio é necessário para a produção de 25 a 30 selenoproteínas, que regulam várias funções do organismo. Contribui para o funcionamento normal do sistema imunitário, da tiroide, para a proteção das células contra o stress oxidativo, para o crescimento do cabelo e das unhas, para a fertilidade, entre outras funções vitais.
Contributo para a qualidade de vida
Em 2013, foi publicado o estudo KiSel-10 na revista científica International Journal of Cardiology. Nesse estudo, um grupo alargado de homens e mulheres na Suécia tomou suplementos de selénio (BioActivo Selénio) e uma substância semelhante a vitaminas coenzima Q10 (BioActivo Q10 Forte) durante quatro anos, para avaliar os efeitos na saúde.
Os investigadores observaram melhorias na qualidade de vida dos participantes em vários parâmetros, e estudos de seguimento posteriores confirmaram estes resultados iniciais.
Portugal também é uma região pobre em selénio
Um estudo português, conduzido pela investigadora Catarina Galinha (médica e engenheira biológica), analisou amostras de solo e trigo provenientes de várias regiões do país, para identificar as causas dos baixos níveis de selénio nos alimentos e no sangue. A conclusão foi de que o trigo cultivado em solo português é muito pobre em selénio.
Esta deficiência afeta toda a cadeia alimentar, desde os alimentos vegetais até aos animais e, por fim, aos seres humanos, sendo uma das principais razões para a ingestão insuficiente deste nutriente na região.
Cada vez mais especialistas recomendam a toma de suplementos de selénio para compensar esta carência e atingir os níveis diários recomendados. Os suplementos com SelenoPrecise, uma levedura de selénio orgânico patenteada, destacam-se pela sua absorção e eficácia comprovadas.
